O Fim da Escala 6×1 sob a Ótica dos Trabalhadores no Comércio
O Fim da Escala 6×1 sob a Ótica dos Trabalhadores no Comércio
Por Daniel Ivan Rosaneli
Enquanto trabalhadores de um setor que historicamente tem atuado nessa condição, nós comerciários de Francisco Beltrão e região entendemos a importância de se discutir e avançar para um modelo que oportunize melhoria na vida como um todo, para além de um sistema que esgota os trabalhadores e não lhes proporciona um modelo de vida digna e completa, nas dimensões que vão para além do trabalho.
Essa medida da redução da jornada sem redução salarial já conta com amplo apoio da sociedade, e é preciso lembrar que para além das críticas, os inúmeros avanços sociais no mundo trabalhista que hoje estão consolidados, e trazem um mínimo de dignidade, foram fortemente atacados na sua implantação, com o argumento de que iriam “quebrar a economia”.
Nesse sentido, defendemos um modelo com regras de transição até consolidarmos uma jornada de 40 horas semanais e cinco dias por semana, sem redução salarial, jornada essa, inclusive, que já é realidade em muitas categorias de trabalhadores e que, ao contrário do argumento de que menos horas de trabalho levariam à estagnação econômica, pesquisas indicam o efeito inverso.
A redução da jornada e a reorganização das escalas podem ampliar a produtividade, estimular o consumo e criar milhões de novos postos de trabalho, além de ampliar as oportunidades de formação profissional e promover mobilidade social, no marco de um projeto de desenvolvimento soberano, democrático e socialmente inclusivo, conforme reforça a nota conjunta das centrais sindicais sobre o tema.
Foto: Manifestantes em protesto pelo fim da escala 6×1 no Rio de Janeiro em 2024 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
